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Cachoeira do Serrado

Vinham andando por uma trilha pouco utilizada cercada da baixa e controcida vegetação do cerrado. Duzendos metros para trás ficou um cachoeira bem frequentada, mas agora os dois exploravam a parte mais para cima, em busca de outras quedas d'água que sabiam existir. Após passarem por um arbusto de folhas escassas, ele notou à esquerda uma trilha menor que levava a um riacho. Pelo menos é o que o som de água lhe parecia informar.

- Aqui! Deve ter uma cachoeirinha por aqui.

- Você está pensando sacanagem? Ela questionou, percebendo que estavam se tornando isolados e escondidos.

- Não! Estou pensando em ficar sentado abraçadinho com você. - Ele respondeu com a voz carregada de sarcasmo e segundas intenções. Ela sorriu com malícia sem parar de segui-lo pelo novo caminho.

Pouco andaram quando, após um pequeno barranco, avistaram a água cristalina que corria sobre lajes de pedras. Um pouco acima, para a direita, uma pequena queda d'água e, mais para cima, várias outras, todas com centímetros de altura, fazendo a água cantar deliciosamente ao bater na rocha. Não havia ninguém ali, apenas eles dois.

Após deixarem as sacolas com toalhas, roupas e protetor solar na parte seca da pedra, perto do barranco, ela desafiou "senta lá, deve estar gostoso", apontando para o riacho, tentando fazê-lo experimentar a água e informar qual a temperatura, não gostava de água gelada. Ele não titubeou, arrancou a camiseta laranja e entrou andando no córrego. A água, fria, mal lhe tocava a canela, então ele sentou de costas para queda d'água e se deliciou do frescor do líquido que lhe lavava as pernas. Sinalizou, chamando ela para junto.

Ela tirou a blusa e o short jeans expondo um biquini também laranja se destacando contra a pele negra. Ele a admirava e apreciava cada movimento "como adiro essa bunda!". Ela aproximou-se dele e logo se abaixou, dando um beijo amoroso em seus lábios, se sentando entre suas pernas, encostada no peito branco.

Por alguns poucos minutos, o casal ficou assim, ouvindo o som da aguá por entre pedras e dos pássaros que pulavam de galho em galho, voando prapara eparaa cá de vez em quando. Aproveitavam a companhia um do outro, o toque da pele na pele, o sentir da respiração, a excitante paz de se estar junto.
Ainda que estivessem em silêncio, as mãos comunicavam afeto, carinho e amor. As dela repousavam sobre as pernas dele com os dedos se movendo de vez em quando, fazendo um carinho leve. Ele mantinha o braço esquerdo para trás, com a mão na pedra, apoiando seu corpo. A direita começou um passeio pela pele macia dela: primeiro afagou-lhe gentilmente pescoço e ombro, escorregando pelo braço e antebraço, voltando em seguida para então descer pela lateral de seu corpo, passando pela cintura e alisando sua coxa. A respiração dela começou a ficar ansiosa.

A mão alisou a pele da coxa com delicadeza, acarinhando primeiro a lateral externa em longos movimentos de vai e vem sem pressa. Depois a palma macia passou para a parte da frente e tocando finalmente a parte interna, deslisando do joelho até bem perto da virilha, então voltando e repetindo o agrado. As pernas dela, levemente abertas, arrepiaram. A mão passou a aproximar-se cada vez mais da virilha, para então, num movimento muito aguardado por ela, começar a alisar seu sexo por cima do biquíni. Os dedos subiam e desciam em repetição lenta, deixando desenhado na calcinha o entalhe da vulva. Ela soltou um leve gemido e se contorceu sobre o corpo peludo dele, seus dedos apertaram-lhe a perna.

Enquanto a mão a masturbava por cima do pano, ele beijava deliciosamente seu pescoço, a fazendo arrepiar e gemer maliciosamente. Devagar, os dedos dele afastaram o biquíni laranja, deslizando sobre a boceta já lubrificada, sentindo na ponta das falanges o suco escorregadio da excitação. O dedo médio deslizou pelos lábios, molhou-se na entrada da vagina e subiu para encontrar o clitóris, provocando um leve espasmo no corpo dela, que suspirou, ali ficando a agradar e provocar. Depois, desceu outra vez, entrou devagar na caverna úmida e quente, para sair em seguida e retornar ao clitóris, onde se manteve brincando por deliciosos momentos.

Ela se contorcia e se esfregava, fazendo com que o pênis dele se enrijecesse vigorosamente, fazendo-se sentir ainda dentro do calção. Ele agora usava o dedo indicador e o médio para masturbá-la com crescente rapidez, provocando gemidos deliciosamente intensos.

Minutos se passaram arrastadamente enquanto eles se deliciavam assim, então ela se levantou e respirou profundamente. Quando se virou para fitá-lo, já o encontrou, ainda sentado no leito do rio, com o calção abaixado e o pênis ereto à sua espera.

- Chupa. - Ele mandou de forma carinhosa, mas decidida.

Ela se ajoelhou na pedra, com a água a lamber-lhe a pele, e, segurando o cacete com carinho, pôs-se a beijar-lhe da cabeça até a base, voltando e passando-lhe a língua por todo o membro antes de abrir a boca e engoli-lo por inteiro. Chupava com calma e convicção, metendo o caralho na boca e fazendo movimentos de vai e vem com a cabeça enquanto movimentava a língua sobre o membro, fazendo com que o homem gemesse de prazer. Ela sentia o pau entrando em sua boca e deslizar sobre sua língua até encostar na garganta repetidas vezes e então, de repente, afundava-o na goela e forçava o tempo que conseguia aguentar, lhe fazendo engasgar e lacrimejar, levantava e olhava nos olhos dele, com cara de safada. Repetia todo o movimento de novo e de novo.

Ele sentia a boca quente a abraçar seu caralho enquanto admirava o desenho da bunda que, virada para o outro lado, empinada para cima, deixava em destaque o biquini que desenhava uma seta para o espaço entre as nádegas, "o caminho do Paraíso", pensava. Quando a cabeça de seu pau encostava na garganta dela, ele estremecia, suspirava e fehava os olhos, aproveitando o melhor boquete que recebera em toda sua vida.
Por alguns minutos ela o chupou deliciosamente, o fazendo gemer e grunhir de prazer, então se levantou, virou-se de costas e preparou-se para sentar em seu colo. Ele estendeu as mãos, tocando e alisando suas nádegas com veneração. Depois, deslizou a calcinha do biquíni de lado. Enquanto isso, ela ajeitava o pênis na entrada de sua boceta úmida. Sentou-se devagar, permitindo que o membro deslizasse para dentro dela. Isso abria caminho entre as paredes molhadas de sua vagina. Um gemido cremoso escorregou de sua garganta em uma afrodisia desvairada.

As mãos dele seguravam firme na cintura dela, que com movimentos firmes e decididos, sentava vigorosamente naquele caralho, rebolava no colo dele, que sentia aquela boceta quente envolvendo seu pau duro. Os dois sentiam um ao outro em movimentos sincronizados naquele cenário natural. Os gemidos se misturavam ao som da água e o canto dos pássaros, únicos observadores vouyers daquele momento de volúpia.

O corpo dela deitou-se deliciosamente para trás, sobre o corpo dele, estendendo o contato de pele com pele. O pênis pulsante entrava e saía da vagina lubrificada em frequência cada vez mais acelerada. Então ele lançou sua mão direita além da cintura daquela deusa negra, ancançando seu clitóris excitado, e começou a masturbar-lhe enquanto ela gemia e rebolava nervosamente em seu pau. Não demorou para que ela pedisse afoita "continua assim que eu vou gozar".

Enquanto rebolava, sentindo o caralho entrando em sua boceta, ela alisava, apertava e acariciava seus própios seios com mamilos duros, excitados, sensíveis, deliciosos. Os dedos dele, melados do suco do prazer, masturbavam freneticamente o clitóris. Ele sentia a boceta a lhe apertar o pênis em pulsações cada vez menos espaçadas. Ela gemia com a voz que parecia se derramar sobre as pedras como as águas daquele riacho. Ele gemia de forma áspera, comoa rocha a acolhar a água que lhe banhava. Os dois se completavam numa dança erótica sob o céu de março.

A velocidade aumentou, com a bunda se lançando para frente e para trás sobre o caralho. Ela sentiu um formigamento que percorria seu corpo, dos dedos até o interior das coxas. Sua boca entreaberta gemeu involuntariamente, com a respiração se tornando entrecortada. Um calor se espalha pelo corpo, subindo sua espinha até a nuca, o corpo se arqueia em uma antecipação do clímax. Suas mãos se agarram às pernas dele, o ventre se contrai e os olhos se fecham em um desespero silencioso antes das coxas tremerem e ela soltar um gemido longo e espasmático tirando a mão dele do clitóris com um movimento rápido.

Por alguns poucos segundos, ela parou com as pernas tremendo e aproveitando a sensação de um delicioso orgasmo ao ar livre, mas então voltou a cavalgar nervosamente, gemendo ainda mais forte. Ele gemia cada vez mais alto, ignorando qualquer chance de que alguém aparecesse. Sentiu os músulos de suas coxas e abdome se contraindo, o coração batendo mais forte e a respiração cada vez mais pesada. Os músculos do maxilar travados, o pescoço tenso, as mãos segurando firme na cintura dela e um calor aumentando mais e mais por todo o corpo. A visão se tornou turva, "estou goazando!", o caralho pulsante jorrava sêmem dentro da vagina agora ainda mais molhada após um gozo tão delicioso.

Ficaram imóveis por alguns minutos, o pênis pulsando ainda dentro da boceta, os corpos molhados de suor e água do córrego com ela usando o corpo dele de cama. Os pássaros, que por um momento pareciam ter se calado, voltaram a cantar. O mundo, que desasaparecera, voltou a existir e os dois estavam lá, aproveitando a pele um do outro.

- Vamos andar? - ele perguntou com a voz rouca após tantos gemidos.

- Vamos. - ela acentiu já se erguendo com as pernas bambas.

Ele se ergueu e a beijou demoradamente antes de pegarem suas coisas e caminharem de volta para onde o carro estava estacionado.

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