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Mostrando postagens com o rótulo música

Duma vez só

Duma vez só Quando te vi Uma vez só E me apaixonei Foi duma vez, ó Te quis aqui Peito deu nó Quando te fitei Boca salivou A Terra parou Cabeça rodou Acho que é amor Acho que é amor Acho sim Acho meu amor Não ria de mim Não duvide não Isso é paixão É amor sim Não ria de mim

Coitadinha da Barata

Estamos ensinando bullying para nossas crianças? Acredito que poucas pessoas que passaram seus primeiros anos escolares no Brasil deixaram de ouvir e cantar a musiquinha “ A Barata Diz Que Tem ”. Poucas não, pouquíssimas… praticamente nenhuma, me arrisco a dizer. Claro, todo mundo conhece a “inocente” musiquinha infantil. Mas você já percebeu quão cruel é a letra da canção? Pois então me acompanhe. A Barata diz que tem sete saias de filó É mentira da barata, ela tem é uma só Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só! A coitada da baratinha só tem uma saia de filó. Talvez não tenha dinheiro para mais saias, mas crianças sempre querem se sentir parte do meio, então ela mente, dizendo que tem sete. O que as outras crianças fazem? Riem dela ( Ah ra ra, iá ro ró ) e ainda apontam que ela só tem uma saia, que provavelmente use todos os dias. A Barata diz que tem um sapato de veludo É mentira da barata, ela tem o pé peludo Ah ra ra, Iu ru ru, e...

Muito Uísque na Jarra

Whiskey in the Jar é um canção tradicional irlandesa cantada a centenas de anos, muito tempo antes de você ouvir James Hetfield a cantando em uma casa cheia de mulheres embriagadas ou Phil Lynott carregando seu sotaque irlandês junto aos dedilhados de Eric Bell . Na verdade, esse verdadeiro clássico do rock nasceu bem longe do rock. A música conta a história de um cara que, ao andar pelas estradas de Cork e Kerry , avista um oficial militar contando dinheiro. O cara assalta o oficial com sua pistola e espada e leva todo o dinheiro, mas sua mulher (ou amante) o trai e ele é surpreendido durante a noite pelo oficial vindo em sua direção, ele atira no oficial e acaba na prisão, com uma bola acorrentada em seu pé e whiskey na jarra. Na verdade não fica muito claro se ele conseguiu matar o oficial. Alguns historiadores apontam que esta canção tem várias passagens e até a trama principal muito parecidas com a balada de Patrick Fleming , um salteador irlandês que assombrava as estr...

Every Breath You Take - A confissão de um stalker

Tudo bem que hoje em dia temos vários termos que antes nem sonhávamos em usar. Hoje temos bullying onde antes tínhamos apenas "mãe, um menino maior que eu está me enchendo o saco na escola". Hoje também temos stalkers onde antes tínhamos malucos com obsessão doentia. E é exatamente sobre esse último que quero falar. Em pleno ano de 1983, Gordon Matthew Thomas Sumner , que talvez você conheça pelo nome artístico Sting , na época com seus trinta e dois anos e uma carinha de anjo, declarava seu amor obsessivo a plenos pulmões por alguma garota. Muitos casais devem ter trocado carícias ao som de Every Breath You Take , mas se a garota prestasse um pouquinho de atenção na letra, sairia correndo e nunca mais permitiria que o cara chegasse perto… …E nem adiantaria chamar a polícia, já que a música é justamente do grupo chamado The Police ! (Ok, essa foi uma péssima piada.) Vamos analisar Every breath you take Cada fôlego de você pegar Every move you make Cada mo...

O Angra podia ter deixado esse jardim fechado

Secret Garden, o oitavo álbum da banda Angra, tem um “quê” de Rhapsody of Fire… Eu sei, parece piada, mas não é. Eu sempre achei as bandas de power metal cópias umas das outras. Mas o Angra sempre foi, para mim, uma banda de power metal diferente das demais. Desde a época de André Mattos, com seus potentes agudos, o Angra tinha uma pegada mais pura e mais mais crua, até que chegou Edu Falaschi. Não que o Edu tenha mudado o estilo do Angra, não, mas foi ali que tudo se perdeu. Até hoje eles estão tentando se achar. Eu sempre preferi a época André Mattos do Angra, mas devo confessar que Rebirth é um dos meus álbuns preferidos. Isso porque no Rebirth eles ainda estavam tímidos, talvez com medo de mudar, talvez. Mudanças sutis nas guitarras (e um tremendo salto na bateria), junto com a voz do Edu, que tentava substituir o André e mostrar sua marca ao mesmo tempo, fizeram com que Rebirth se tornasse um álbum quase tão bom quando Angels Cry. Não é à toa que o nome do álbum era Rebirt...