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O que sobrou

Todos esses planos descartados e nossas promessas não cumpridas Tantas as lembranças doloridas Gemidos de choros abafados  Antes beijos, agora recados Tolas esperanças corroídas As folhas e petalas caídas Presentes e abraços nunca dados E de nós, o que sobrou agora? Apenas você e eu, nada mais Você distante e eu sozinho  Andando além de um “nunca mais” à sombra de um pesar mesquinho que restou do amor de outrora.

Soneto

Tua pele não é noite, mas pôr-do-sol teu olhar, grãos de café de torra leve o perfume, petricor na brisa breve teu sorriso é luz, para mim farol Na boca, lábios de arrebol seu andar a perfeição transcreve meu tesão sobre ti se atreve meu olhar te segue tal qual girassol Na face cor de manga madura desejo-te pungentemente mergulho em ti, és cachoeira chupo-te afoitamente como ao fruto da mangueira és da Vênus uma releitura