Pular para o conteúdo principal

Thor Ragnarok — O que achei

Recentemente assisti o terceiro filme do Deus do Trovão da Marvel, Thor Ragnarok. Pois é, aqui nas longínquas terras de Rondonárnia, muitas vezes você precisa se atrasar um pouco nas novidades, ou assistir ao filme dublado, o que eu ainda não aceito fazer.

Claro que a Marvel não pode se dar ao luxo de largar um osso tão suculento quanto o que vem roendo há dez anos, mas acho que a fórmula está ficando muito manjada.

Nesse terceiro filme do deus nórdico então, resolveram abandonar de vez o clima sombrio que tentaram no segundo filme, para abraçar com braços e pernas o humor exagerado que nos foi apresentado em Guardiões da Galáxia 1 e 2.

Veja bem, não é que eu não goste dos filmes do grupo de heróis espaciais, eu gosto, mas em um filme que trata do fim do mundo da mitologia nórdica, eu acredito que o clima sombrio, pelo menos um pouco, casaria melhor.

Além, disso, temos a impressão que a Marvel está ficando preguiçosa. Adotar uma mesma fórmula para seus filmes, ok, mas praticamente espelhar um filme em outro, fica forçado.

As piadas estão lá o tempo todo! Isso combina quando temos um humano atrapalhado trabalhando ao lado de um guaxinim metido a Rambo e uma árvore falante, mas fica muito forçado quando vemos um deus tentando salvar sua terra natal da destruição total.

Enfim, o filme dirigido por Taika Waititi e estreado por Chris Hemsworth e Tom Hiddleston não pode ser considerado ruim. Muito pelo contrário, achei um filme muito bom, mas com um exagero meio forçado nas piadas.

A trama está boa, nos surpreende oferecendo uma coisa e desviando a história para outra completamente aleatória, nos proporcionar o encontro com um amigo já conhecido de longa data, e então retornar ao prato principal.

Os atores também estão ótimos, a vilã interpretada por Cate Blanchett está fantástica. Os efeitos especiais não tem nem o que falar, perfeitos! Mas que podiam tirar um ou outro momento cômico, ah isso podiam.

Postagens mais visitadas deste blog

Padre Mckenzie matou Eleanor Rigby

Paul McCartney , no ano de 1965, escreveu uma canção sobre a solidão das pessoas. Uma ode melancólica às pessoas tristes e sozinhas no mundo. Curiosamente, nesse trabalho ele só cita duas pessoas, Eleanor Rigby , que dá nome à música, e Padre Mckenzie . Uma coisa que você talvez não tenha percebido é que o Padre Mckenzie , apesar de seu título de homem santo da Igreja Católica, pode apenas ter usado essa pele de ovelha, lê-se batina, para alimentar sua fome de sangue… ou para fugir dela, o que acabou não dando muito certo. Eleanor Rigby, A Solteirona Solitária Elanor Rigby juntava o arroz jogado pelos convidados de algum casamento na igreja que frequentava. Eleanor Rigby picks up the rice in the church Eleanor Rigby, apanha o arroz na igreja Where a wedding has been Onde se passou um casamento Lives in a dream Vive num sonho Waits at the window Espera na janela Wearing a face that she keeps in a jar by the door Usando uma face que ela mantém em um jarr...

Bilhete Suicida

Cansei de tudo isso. Sei que parece egoísta, mas não aguento mais! Cansei de tantos “amigos” que nem olham na minha cara quando cruzam por mim na rua. Cansei de tantas declarações vazias e citações que não se encaixam. Cansei da hipocrisia implícita (e explícita) que me bate no peito impedindo que eu respire, me mova, ande, que eu faça alguma coisa. Cansei! Estou me despedindo desse mundo de falsidades, sorrisos amarelos e corpos embelezados no Photoshop. Cansei dessas mentiras e dessa vida casca de ovo que esconde tanta podridão por baixo, onde ninguém vê. Tchau! Muitos vão pensar “Mas e nós? Vamos sentir sua falta! Não pensa nisso?”, pois é exatamente por isso que ainda não fiz antes o que devo fazer agora. Podem me chamar de egoísta, eu não estarei aqui para me ofender. Alguns poderão, sim, sentir minha falta, mas o tempo cura tudo e vocês vão seguir suas vidas normalmente. Um dia verão as lembranças e sorrirão, mas nem isso há de abalar vossas vidas. Vocês sobreviver...

Uma Piada Sem Graça

A jovem mulher desceu do carro às pressas, segurando uma pasta com vários papéis enfiados de qualquer jeito em seu interior. Enfiou a chave no bolso e começou a andar resmungando em notável tom de sarcasmo e irritação consigo mesma “Muito bem Dra Quinzel. Muito bem! Quem mandou esquecer a revisão do carro? Quem mandou não colocar água no… no… ah! Sei lá o que vai água nessa merda!”. Uma densa fumaça escura subia da parte frontal do veículo. Ela nem pensou em abrir o capô do carro, não saberia nem por onde começar e estava atrasada. O vento frio balançava e batia com raiva os fios loiros do seu cabelo contra sua pele branca e, ao menor descuido da mulher, levou algumas folhas de papel mal colocados na pasta. — Não! — gritou ela com um misto de ira e tristeza nos olhos que marejaram. Ficou alguns segundos olhando as folhas fugindo sem rumo, dançando no ar como se fossem fadas sádicas se divertindo com sua desgraça. Então ela se virou e continuou andando a passos firmes e apr...