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Eles se beijavam como nunca. Uma chama crescia entre eles fazendo a temperatura subir. Suas bocas não se largavam, seus corpos queriam mais e mais estar juntos.

Ela estava nervosa. De repente ele a segurou pela cintura afastando ligeiramente seus corpos. Ele afastou seu rosto e olhou diretamente em seus olhos castanhos.

Aquele olhar tinha uma proposta. Seus olhos verdes queriam lhe arrancar a roupa, e ela sabia disso. Sem abrir a boca, sem tirar os olhos dos olhos dele, ela inclinou a cabeça sutilmente para baixo e desenhou-se um leve sorriso em sua boca, deixando seu rosto com um misto de inocência e provocação. Era seu “sim”.

Ele sorriu com malícia e aproximou novamente sua boca da dela, que se abriu delicadamente esperando um beijo que nunca chegou. Ela sentiu o ar quente que saia da boca dele em seus lábios, mas no último segundo ele se desviou para seu pescoço delicado, a surpreendendo e a fazendo suspirar.

As mãos dele, ela sentia envolvendo sua cintura e, aos poucos, subindo por baixo de sua blusa, tocando sua pele e a fazendo arrepiar. A mão direita dele, grande, porém macia, forte, mas carinhosa, subia por sua barriga até encontrar seu seio esquerdo, onde pousou por um momento, o envolvendo. Seu coração parecia querer sair do peito, ir para a mão dele.

Ele seguiu com suas mãos por baixo da blusa, a despindo carinhosamente. Ela estava entregue a ele, não havia mais o que fazer, então ergueu os braço para que a blusa saísse com maior facilidade. Assim que a peça de pano voou em direção ao chão, ele a envolveu com seus braços e lhe beijou a boca com vontade, acabando com o fôlego dos dois.

Ela sentia aqueles braços segurando, abraçando e apertando seu corpo pequeno junto àquele corpo quente do um metro e oitenta de altura. Então ela suspirou fundo e seus braços desceram num frenesi e arrancaram a camiseta dele deixando riscos vermelho onde suas unhas encontraram a pele dele. Depois de mais um beijo selvagem, ainda mais quente e desesperado que os anteriores, ela fugiu do abraço e o pegou pela mão o puxando carinhosamente para a cama.

Ela se sentou na beirada, inclinando o corpo para trás. Ele se pôs entre suas pernas, levando suas mãos até o botão da calça dela. Ela consentiu com a cabeça enquanto mordia os lábios num ato involuntário. Ele abriu o botão e o zíper, começou a puxar a calça com cuidado. Ela esticou uma perna, depois a outra, e sentiu sua roupa sendo-lhe arrancada com paixão. Ele se desfez da peça jeans e segurou a perna esquerda dela ainda no ar, baixou seu rosto até o joelho e o beijou, sentindo-se embriagado pelo cheiro doce da pele. Seguiu beijando, centímetro a centímetro, a coxa dela, que começava a se contorcer deitada na cama.

Ele seguiu seu caminho pela pele frontal da coxa, sentindo-a se arrepiar sob seus lábios, porém, ao chegar já na parte superior, desviou seus beijos para a parte interna, sentiu-a quente. Ela estremeceu. Ele seguia beijando a coxa, se deliciava, então parou repentinamente com um sorriso.

Avançou deitando seu corpo sobre o dela e beijando sua boca longamente. Os corpos se entrelaçavam numa valsa que evoluía aos poucos para um tango sobre os lençóis ainda a pouco lisos. Ela gemia cada vez que o ventre dele se pressionava entre suas pernas. Tudo que os separava eram milímetros de pano. Isso precisava ser removido. Logo!

Mas o beijo lhe era entorpecente, não conseguia largar os lábios dele. Não queria deixar de sentir a barba dele em sua pele, enquanto o braço esquerdo lhe abraçava e o direito acariciava seus seios. Ela não conseguia sair. Ela não queria sair daquele abraço, então o agarrou com força, o puxando ainda mais forte contra seu corpo, largando o beijo e gemendo demoradamente.

 — Gosto de te ouvir gemer. — Ele cochichou em seu ouvido. Ela adorou.

Mas ele então se afastou novamente. Ela o queria puxar de volta, mas sabia o que ele faria, então o deixou.

Ele começou a lhe beijar o pescoço com carinho, se perdendo em meio ao cabelo perfumado. Descia beijando vagarosamente seu tronco, passando entre os seios e seguindo pela barriga. Demorou-se um pouco ao redor do umbigo, então continuou descendo, chegando à borda de sua calcinha vermelha, continuou, ainda por cima da peça íntima carmim.

As mãos dele envolveram suas coxas e puxaram a calcinha com cuidado, revelando sua flor exótica, úmida com o orvalho de Eros, que ele beijou com carinho, fazendo com que ela se retorcesse na cama. Então beijou novamente, mais uma vez e ainda outra. A beijava entre as pernas como se lhe beijasse a boca, com paixão.

Ela agarrou os cabelos dele e puxou-lhe a cabeça, silenciosamente pedindo mais e mais, e ele a atendia com gosto, deliciando-se com o perfume enebriante de seu sexo. Ela contorcia-se, puxava os cabelos dele e lhe arranhava o pescoço, então gozou.

Gemia deliciosamente sentindo seu corpo se contrair e relaxar. Largou-se sobre a cama por um instante, mas ainda não se satisfizera. O puxou por cima de seu corpo nu e olhou bem no fundo dos olhos verdes.

 — Quero você dentro de mim, agora! — Disse acariciando o volume rígido que ele tinha sob suas calças.

Ele apenas sorriu com uma cara de safado e se ajoelhou sobre a cama, abrindo o zíper da calça e erguendo os braços, provocando, esperando que ela fizesse algo. Então ela se aproximou, baixando a calça e a cueca dele de uma vez, revelando-lhe um pênis ereto, que segurou com vontade, sentindo-o latejar em sua mão. Ela o beijou demoradamente, então olhou para cima e repetiu.

 — Quero você dentro de mim, agora!

Ele a empurrou para trás, de volta à cama, e então terminou de tirar as roupas rapidamente e se pôs novamente entre suas pernas. Ele subiu de vagar, até que seus sexos se tocassem. Ela gemeu baixinho. Ele a beijou carinhosamente e então a penetrou, de vagar, deixando que ela aproveitasse cada centímetro.

Seus corpos quentes se aqueciam ainda mais. A cada movimento, as sensações de êxtase, gemidos, suor, mãos passeando pelos corpos, unhas enterradas na carne, mordidas e beijos… podiam ficar ali por toda a eternidade, em sincronia… então ele pendeu seu corpo para o lado e a puxou junto. Agora ela estava por cima.

Com as mãos apoiadas no peito dele, ela movimentava-se sobre seu pênis, provocando ainda mais prazer aos dois. Ele encarava apaixonado seus seios, e ela gostava disso. As mão dele, hora pousavam-se em sua cintura, acompanhando o movimento de vai e vem, hora passavam por suas nádegas lisas, macias, deliciosas. Ela sabia que ele estava aproveitando cada segundo, era visível em sua cara, então ela se mexia ainda mais, cavalgava. De repente…

 — Vou gozar! — Ele avisa.

Ela também já sentia seu corpo se contrair, então acelerou os movimentos, sentiu ele gozando, o pênis pulsando e gozaram juntos, em sincronia.

Ela deixou seu corpo cair sobre o dele, onde ficou por um tempo. Nada mais importava, apenas os dois, ali, naquele momento eterno. Então se deixou cair para o lado, deitando-se de bruços ao lado dele.

Ele deitou-se de lado, apoiando a cabeça com o braço esquerdo, passou a mão direita pelo cabelo dela. Beijou seu pescoço e passeou bem de leve seus dedos pelas pele branca de suas costas, chegando à sua bunda, onde descansaram por um instante. Depois arrastaram-se para sua cintura, a abraçando novamente.

Assim ficaram, não falavam nada, apenas sentiam um ao outro, deitados nus e em silêncio…

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